Apresentação

Bem-Vindo à Memorabilia do Ciclismo Português! Toda a história velocipédica lusa de antanho passa por aqui...

O presente blogue, pretende trazer ao conhecimento dos leitores, a epopeia do ciclismo lusitano desde os primórdios da competição velocipédica.
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A Redacção
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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

O polícia "cara de aço"


Diário de Lisboa de 30 de Agosto de 1935


Em Portugal havia uma figura carismática, que é digna de registo e relato. O polícia "cara de aço" era um popular polícia motociclista que acompanhava todas as Voltas a Portugal, nos anos 30/40. A alcunha, essa, advira do seu semblante carregado e sério. A sua popularidade era grande e era amiúde conhecido do pelotão e do público adepto da modalidade.

Quando Eduardo Lopes começou a sua actividade velocipédica, em meados dos anos 30, logo se destacou como um dos mais brilhantes intérpretes da modalidade e ganhou, também ele, à semelhança do "cara de aço", popularidade no meio.

Para além de ciclista profissional, Eduardo Lopes era também um amante de motos e, no início dos anos 40, adquire uma bonita moto Ariel de 500 cc, recém-fabricada pela fábrica de Bournbrook, Birmingham, em Inglaterra.

Certo dia, o "cara de aço", lembra-se de pedir emprestada a mota a Eduardo Lopes, para dar uma volta, ao que este recusou o pedido. Insatisfeito, e com desejos de vingança, decide montar-lhe uma cilada. Sabendo que aquele diariamente dava um passeio na mota, perto da sua residência, em Arroios (Lisboa), intercepta-o e pede-lhe os documentos e a licença da mota. Ora, Eduardo, quando dessas suas pequenas voltas matinais, nem sempre se encontrava munidos dos ditos, o que aconteceu nesse dia.

Era a oportunidade pela qual o "cara de aço" aguardava, e logo, apreendeu a mota, tendo tido assim a sua oportunidade de dar a respectiva "voltinha".

Escusado será dizer, que Eduardo Lopes passou um mau bocado para a reaver.


Eduardo Lopes e a sua moto Ariel de 500cc


Fonte: "Em Memória de Eduardo Lopes - Glória e Drama de um Campeão de Ciclismo"
Fotos: Diário de Lisboa e arquivo pessoal de Eduardo Lopes (c)