Apresentação


O presente blogue, pretende trazer ao conhecimento dos leitores, a epopeia do ciclismo lusitano desde os primórdios da competição velocipédica.
A colocação dos artigos, não segue uma ordem cronológica ou temática.
Não será publicado mais do que um artigo por dia.
A Redacção
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domingo, 15 de fevereiro de 2015

Sonhos lúbricos

José Bento Pessoa

Esta é uma pequena história que merece ser contada, pela situação insólita a seguir descrita. José Bento Pessoa era um desportista fanático que evitava qualquer contacto com mulheres antes das provas. Adoptava um regime alimentar e de treino, rigoroso. Não bebia, não fumava, não tinha noitadas... Chegava a preparar minuciosamente a sua forma para as provas com cerca de 3 meses de antecedência. Começa a ter sonhos lúbricos nocturnos que o deixam esgotado e desesperado de madrugada. José Bento alarma-se e fala a amigos e consulta mesmo o farmacêutico da terra. Nada resulta. O desastre nocturno persiste. É um remédio caseiro, prescrito pelo Dr. Nogueira que o "salva". Atar todas as noites uma fita à cintura, tendo uma rolha ou mesmo um batoque sob os rins, deixando-o virar-se e voltar-se no leito, mas por forma a não permitir dormir de barriga para cima, pois era essa posição nocturna que alimentava o funcionamento sexual pelos sonhos. José Bento, o solteirão inveterado mais cobiçado, casar-se-ia somente com 32 anos, em 1906, após terminar a sua carreira velocipédica, com uma jovem de 17 anos, quinze anos mais nova. O casal viria a ter 5 filhos. Nascido a 7 de Março de 1874, falece aos 80 anos, a 7 de Julho de 1954, seis anos depois do falecimento da esposa, D. Maria da Glória da Silva Pessoa, a 16 de Outubro de 1948.

Fonte: "José Bento Pessoa - Biografia", de Romeu Correia