Apresentação


O presente blogue, pretende trazer ao conhecimento dos leitores, a epopeia do ciclismo lusitano desde os primórdios da competição velocipédica.
A colocação dos artigos, não segue uma ordem cronológica ou temática.
Não será publicado mais do que um artigo por dia.
A Redacção
NOTA: O blogue não adopta as normas do designado Acordo Ortográfico.

sábado, 31 de maio de 2014

Primeiras Competições

Competição no Velódromo de Belém
As primeiras competições realizadas em Portugal, terão sido em Lisboa, no Hipódromo de Belém, em 17 de Maio de 1885 e no Porto, no Velódromo Rainha D.Amélia, pertença do Real Velo Clube do Porto, em 26 de Setembro de 1895. Entre essas duas datas, ter-se-ão realizado outras provas, como as primeiras provas de estrada em 1887, cujos vencedores foram Manuel Ferreira e Carlos Bleck. O Velódromo D.Carlos em Algés, é inaugurado em 1888. Realiza-se ainda a prova Match Benfica-Belas, cujo vencedor foi Gastão de Almeida. O Velo Clube de Lisboa organiza o Benfica-Belas-Porcalhota-Benfica, saindo vencedor Júlio Correia de Sá. Em Novembro de 1889, é construída a Pista das Carrancas, percursora do Velódromo do Porto. Em 1892, Eduardo Miching, ganha os Campeonatos de Vigo e Corunha, em Espanha. Nesse mesmo ano, José D'Orey, conquista a Taça D.Carlos e no ano seguinte (1893), vence o Campeonato Nortenho de Velocipedia. No princípio de 1894, Eduardo Miching estabelece na Pista das Carrancas, o recorde dos 12 Km. Até 1895, Eduardo Miching em 37 provas que participou, venceu 22, arrancou 10 segundo lugares e 5 terceiros.

Fonte: "A História do Ciclismo Português", de Gil Moreira (Edição do Autor)

Competição no Velódromo Rainha D.Amélia

segunda-feira, 26 de maio de 2014

O Pai do Ciclismo Português

Herbert Dagge

Herbert Dagge é considerado o introdutor do velocipedismo em Portugal. Em 1878, passeia-se já por Lisboa no seu bycicle, uma recente invenção da época. Filho de ingleses, com um papel preponderante na Feitoria do Porto, cedo se interessou pela prática do ciclismo. Organiza excursões e passeios. Fundou a secção velocipédica do Real Ginásio Clube Português, bem como o Real Clube Velocipédico de Portugal, a 5 de Agosto de 1891. Outros nomes, como Diogo de Orey, Eduardo Miching, Jorge Norton, Domingos Bastos, James Mascarenhas, Carlos Bernes e José Bento Pessoa, entre outros, desempenharam igualmente um papel importante no arranque da modalidade em Portugal.

Fonte: "José Bento Pessoa-Biografia", de Romeu Correia (3ª Edição, Casino Figueira)

sábado, 24 de maio de 2014

Origem dos Velocípedes


A origem dos veículos de duas rodas, é atribuída ao francês Sivrac, quando criou os primeiros celeríferos (1), apresentados num festival de Longchamp, dois anos depois de terminada a Revolução Francesa, em 1790, segundo Gil Moreira, conforme escreve na sua obra "A História do Ciclismo Português". Ainda segundo a mesma obra, o Barão de Drais, alemão, cria em 1818 um veículo de duas rodas muito parecido com os primeiros, mas já com direcção, a que se chamaram de draisenes (2), em sua homenagem. Os chamados bycicles, percursores das bicicletas, surgirão por volta de 1861, quando Ernest Michaux introduz nos draisenes os pedais e os crenques. Daí, até aos dias de hoje, toda a evolução técnica se traduz no aperfeiçoamento desses primeiros veículos, pois a estrutura fundamental dos mesmos tinha já sido criada.

Nota: Imagem do livro "A História do Ciclismo Português", de Gil Moreira (Edição do Autor)

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Apresentação



O presente blogue, composto por familiares de antigos grandes campeões de ciclismo e outros antigos ciclistas, que escreveram páginas épicas na história da velocipédia nacional, tem por objectivo manter bem viva a memória dos feitos desses atletas, revelando ao público factos inéditos até agora desconhecidos.
Memorabilia significa assim, "conjunto de coisas ou acontecimentos memoráveis".

A Redacção